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Ômicron um clandestino nos voos KL592

 


Vacinal dos quase 300 passageiros a bordo do Boeing 777-300 das linhas aéreas holandesas. A maioria dos passageiros descansou em seus assentos durante as 10 horas de trajeto noturno sobrevoando a África, o Mediterrâneo e parte da Europa até chegar aos Países Baixos, a bordo do maior avião bimotor do mundo. Enquanto dormiam, a África do Sul alertou sobre uma nova variante do coronavírus, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) batizaria no mesmo dia de ômicron. Ao amanhecer nada mais era igual.


Lado deles. Era o KL598, vindo da Cidade do Cabo meia hora antes. Em seu interior, o empresário espanhol Andrés Sanz, de 30 anos, e sua companheira, a bioquímica portuguesa Carolina Pimenta, de 28, acabavam de tomar o café da manhã. A KLM forneceu bolinhos com chocolate, ovos e bebidas quentes e frias. No interior dos dois aviões viajavam, no total, 624 passageiros que não podiam desembarcar. Só tinham a informação fornecida pelo piloto. Imediatamente, as notícias começaram a chegar nos celulares. Não vinham somente de uma zona de risco, como do país considerado nesse momento o primeiro foco mundial da inquietante variante ômicron.


Principais eixos de conexão aérea na Europa, e muitas dessa pessoas já tinham passagem para se dirigir ao seu destino final. Em plena incerteza sobre a linhagem ômicron, era preciso evitar que se espalhassem sem antes comprovar se alguém já estava infectado. Hugo de Jonge, ministro holandês da Saúde, decidiu que todos deveriam fazer um teste PCR. Aí começou uma longa, difícil e confusa jornada que marcou os envolvidos.


Que seria oportuno pedir sempre, a vacinados e a não vacinados, um teste diagnóstico feito 48 horas antes da viagem para entrar em um avião. Foi decidido que o grupo deveria fazer quarentena.



Preocupadas “caso o Reino Unido fechasse suas fronteiras e suspendesse voos, e se começou a falar alguma coisa de uma nova variante. Mas não estava claro”. Ela vinha de outro país africano. Sua parada na África do Sul era uma escala e esse era o caso, acha, de muitos outros passageiros.



Interior do avião, afirma a passageira, “as pessoas ligaram os celulares e se soube de voos cancelados e quarentenas pela nova variante”. Sem comida, por motivos de segurança, e com o comandante como único contato oficial com o exterior, só puderam desembarcar às 16h30 (12h30 de Brasília). “Horas e horas ali trancados comendo os restos de bolachas das comissárias de bordo”, lembra.





FONTE: BRASIL NOTÍCIAS ONLINE 1,MELHOR DO CONTEÚDO ONLINE ...

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