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Bolsonaro é líder e porta-voz das fake news

 


Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) comandam uma “organização oculta e complexa” que espalha fake news pelo Brasil. Essa é uma das principais conclusões do relatório final da CPI da Pandemia, apresentado nesta quarta-feira, que acusa a família Bolsonaro de agravar a pandemia de covid-19 através de uma campanha de desinformação.

Minimizaram a emergência sanitária, contrariaram orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e promoveram tratamentos sem comprovação científica, além de repudiar as vacinas. Um dos casos mais danosos, conforme consta no relatório, foi a defesa que fez das pesquisas e da conduta da Prevent Senior, acusada de maquiar mortes por covid-19, distribuir kits de tratamento precoce e fazer pesquisa sem consentimento de pacientes. Jair Bolsonaro é “líder e porta-voz” das fake news no país, conclui o relatório.

Governo federal pretendeu não apenas divulgar mentiras sobre medidas sanitárias que devem ser adotadas, mas também “extrair proveito econômico ou político”. Essa organização seria formada por cinco subgrupos, sendo o primeiro deles o núcleo de comando, formado por Bolsonaro e seus filhos, que dirigem e orientam estrategicamente as ações, seguido pelo núcleo formulador, que atua diretamente no Palácio do Planalto e é popularmente conhecido como o gabinete do ódio, capitaneado por Carlos Bolsonaro, com o apoio dos assessores Filipe Martins e Tercio Arnaud.

Religiosas, entre os quais se destacam os deputados federais Ricardo Barros, Osmar Terra, Carlos Jordy, Carla Zambelli, Bia Kicis, Carlos Wizard, o ex-ministro Ernesto Araújo, Roberto Goidanich (ex-presidente da FUNAG), o ex-deputado Roberto Jefferson e o ministro Onyx Lorenzoni. De acordo com o relatório, essas pessoas incentivaram o descumprimento das normas sanitárias impostas para conter a pandemia e adotaram condutas de incitação ao crime. Um exemplo são as 27 publicações feitas por Carla Zambelli nas redes sociais, somando 312.000 interações, em que ela defende o uso de medicamentos sem eficácia contra a doença, como a hidroxicloroquina. Todos eles tiveram o indiciamento pedido pelo relator da CPI.

Blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, os veículos de mídia organizados, como Terça Livre e Brasil Paralelo, e os perfis anônimos não raramente, robôs comandados por membros do gabinete do ódio, aponta o documento. Por fim, há o núcleo de financiamento, que sustenta economicamente a organização, gerando o impulsionamento das fake news, e é representsdo pelos empresários Otávio Fakhoury, que integra o Instituto Força Brasil, e Luciano Hang, ambos investigados pela CPI.

China e sua população, com “conteúdo nitidamente xenófobo”, como destaca o documento, além de críticas ao isolamento social e ao uso de máscaras, com argumentos falsos sobre sua eficácia no controle da pandemia. Também há uma campanha de promoção do chamado tratamento precoce, baseada em estudos falhos sobre a eficácia dos medicamentos usados para tratar a covid-19.


FONTE: BRASIL ELPAIS

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