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A pandemia causa a maior queda na expectativa de vida

 

Houve uma diminuição de um ano e meio. A queda é ainda maior nos Estados Unidos (um ano e oito meses) e semelhante à da Lituânia (15 meses). Esses são alguns dos 29 países cuja queda na expectativa de vida por causa do coronavírus foi analisada pela Universidade Oxford em estudo publicado nesta segunda-feira. A principal conclusão é catastrófica: a crise da saúde levou à maior contração da expectativa de vida nos países ocidentais desde a Segunda Guerra Mundial. A Espanha está entre os mais afetados nesse índice. É o segundo país em que as mulheres perderam mais meses de vida e o quinto entre os homens.

29 países compara dados dos Estados Unidos, Chile e da maioria dos países europeus. Analisa a expectativa de vida de cada país, ou seja, a idade média de todas as pessoas que morreram em um determinado período. Nesse caso, ao longo de 2020, ano em que começou a pandemia. “O fato de que nossos resultados demonstram um impacto tão grande diretamente atribuível à pandemia mostra o quão devastadora a covid-19 tem sido para muitos países”, disse à Reuters Ridhi Kashyap, coautor do estudo publicado no Journal of Epidemiology. “A magnitude das perdas observadas em 2020 não era vista desde a Segunda Guerra em muitos países da Europa Ocidental, como Espanha, Inglaterra e País de Gales, Itália, Bélgica, França, Holanda, Suécia, Suíça e Portugal, com dados disponíveis para o século XX”, explica o estudo da Universidade Oxford.

Sofre com a pandemia em termos de expectativa de vida são os Estados Unidos. Entre os homens, esse índice caiu em 2020 para 74 anos e meio (dois anos e três meses a menos que em 2019) e entre as mulheres, para 80 anos (um ano e oito meses a menos). Precisamente os Estados Unidos cuja expectativa de vida está entre as mais baixas dos 29 analisados são o país que mais registra mortes desde o início da pandemia (quase 700.000).

Muito mais pronunciada entre os homens do que entre as mulheres, cerca de sete meses. Esse padrão se repete, embora não tão pronunciado, na maioria dos países analisados. Vários estudos mostraram que os homens são mais sensíveis às piores consequências do vírus. Uma das exceções é a Espanha, onde a análise da Universidade Oxford mostra que a expectativa de vida caiu um pouco mais para as mulheres do que para os homens.

País em que a expectativa de vida das mulheres mais diminuiu foi a Espanha (de 86 e meio em 2019 para 85 em 2020), seguida da Lituânia e da Bulgária. Entre os homens, a Espanha é o quinto mais afetado, com queda de um ano e meio (de 81 anos em 2019 para pouco mais de 79 e sete meses em 2020), superada pelos Estados Unidos, Lituânia, Bulgária e Polônia.

Vida na Espanha, reduzida aos níveis de 2012, é a maior registrada na série histórica do Instituto Nacional de Estatística, que se inicia em 1975, um conjunto de dados que crescia cada vez mais quase ininterruptamente até 2020.

Universidade Oxford. No entanto, a liderança sofreu durante a pandemia: em 2019 as espanholas estavam 11 meses à frente das suíças, mas a diferença foi reduzida para apenas duas semanas. Entre os homens, porém, a Espanha cai para o sétimo lugar, superada pela Noruega, Suíça e Islândia. Em 2019 estava em sexto lugar. Em nível mundial, de acordo com os números do Our World in Data em 2019, a Espanha é um dos países com maior esperança de vida do mundo, só superado por Mônaco, San Marino, Hong Kong, Japão, Macau, Ilhas Cayman, Suíça, Andorra e Cingapura.

Não inclui dados do Brasil, o segundo país mais afetado pelo coronavírus (cerca de 600.000 mortes), nem da Índia (450.000), o terceiro. No total, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, 4,7 milhões de pessoas morreram de covid-19 desde o início da crise.Na Espanha, mais de 86.000 pessoas morreram por coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde esse cálculo não inclui milhares de mortes sem um teste diagnóstico no início da pandemia.


FONTE: TECMUNDO

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