Vacinados que se infectam transmitem menos

 


O trabalho mostra que os poucos que se infectaram depois de terem sido vacinados reduziam pela metade a probabilidade de propagar a covid-19 em sua casa. A investigação, que usou estatísticas de mais de 300.000 unidades familiares e quase 1,5 milhão de pessoas, é a maior demonstração de que a vacina é o melhor corta-fogo contra a propagação da covid-19.

67 milhões de habitantes), pesquisadores da Agência de Saúde Pública do Reino Unido (PHE, na sigla em inglês) cruzaram a informação de três bases de dados. Por um lado, as dos positivos confirmados por um exame PCR entre janeiro e março. Pelo outro, a de vacinados com os fármacos da Pfizer-BioNTech ou AstraZeneca-Oxford. E, por último, agruparam todos os que viviam sob o mesmo teto usando seu número de filiação à saúde pública e o UPRN, um registro que identifica cada lar existente no Reino Unido.

Maior risco de contágio, porque são espaços fechados onde se convive proximamente durante muito tempo e sem máscara. A eficácia das vacinas está mais do que demonstrada, mas o que interessava era comprovar se, além de proteger o vacinado, também protegia quem o cerca. Para isso, usaram uma amostra com 365.447 positivos considerados “caso índice”, ou seja, o primeiro caso produzido em cada casa entre janeiro e março. Estes conviviam com outro milhão de pessoas. Viram que, nos 14 dias seguintes ao exame positivo, haviam ocorrido outras 102.662 infecções nessas moradias, os chamados casos secundários. É impossível saber se cada um deles se contagiou do primeiro, mas, dadas as limitações à mobilidade e o avanço da vacinação, é o mais provável. Isso gera um índice de contágio dentro do lar de aproximadamente um terço.

Caso índice, 24.217 deram positivo poucos dias depois de serem vacinados. A cifra baixa para apenas 4.107 infectados, ou 1,12% do total, quando se conta a partir de 21 dias depois da vacina, o tempo estimado para desenvolver a imunidade. É preciso levar em conta que o Reino Unido só está administrando uma dose, o que poderia reduzir a proteção. Por outro lado, nenhum dos casos necessitou de hospitalização. Assim, tudo indica que as vacinas protegem quem a recebe.

Vacinado, mas infectado, com aqueles onde havia um contagiado, mas ninguém havia se vacinado. Nas casas sem vacinados, houve 10,1% de conviventes que se contagiaram nos 14 dias seguintes ao caso índice (96.898 de um total de 960.765 contatos). Mas, nas moradias onde o caso índice já tinha sido imunizado, os segundos casos se reduziram para 6,06% (567 novos positivos de 9.363 contatos). Ou seja, as vacinas reduzem em mais de 40% a probabilidade de que a covid-19 se propague dentro de casa. A percentagem subia para 49% se a vacina fosse a da AstraZeneca e Oxford.

PHE, disse em nota sobre estes resultados que “as vacinas não só reduzem a gravidade da doença e evitam centenas de mortes por dia como também, agora, vemos que têm um impacto adicional reduzindo o risco de passar a covid-19 para os outros”.



FONTE: Brasil Elpais

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