Na vacinação mais ambiciosa da história

 


Administração também está sendo um feito: em apenas três meses foram aplicadas 596 milhões de doses em todo o mundo, 7,7 para cada 100 pessoas. Em Israel, um dos países com maior população vacinada, esse número chega a 116 para cada 100 pessoas. Na maior parte da União Europeia incluindo Espanha e Itália a taxa é de 17 doses (a maioria de vacinas exige duas doses para ter a imunização completa). Pelo menos 2% da população mundial foi imunizada.

Estados Unidos (16%) e o Reino Unido este último com uma estratégia de privilegiar as primeiras, que administraram mais de 40 doses para cada 100 pessoas. A Espanha aparece em um segundo grupo, com aproximadamente 6% de sua população completamente vacinada, com a Dinamarca, Islândia, Grécia, Itália e Alemanha e os principais países europeus. Na União Europeia, onde a Pfizer-BioNTech e a AstraZeneca dominam o mercado, 5,7% da população já está imunizada e 13,5% recebeu pelo menos uma dose.

Seguinte gráfico, as doses administradas semanalmente sempre estiveram longe dos números em dois países de referência, como o Reino Unido e os Estados Unidos: lá há semanas são administradas mais de 5.000 doses diárias para cada milhão de habitantes e agora se aproximam das 8.000. Na Espanha só se chegou às 2.000 diárias no final de fevereiro e o recorde foi batido nesta semana com 4.000 por milhão.

Por isso a maioria dos países da região tem ritmos semelhantes: estão administrando todas as vacinas que recebem (na Espanha, 90%, que é um dos números mais altos). O ritmo foi parecido ao da França, Itália e Alemanha, por exemplo, e mais rápido do que o dos países europeus atrasados, como a Letônia e a Bulgária.

Mas nesta semana o ritmo voltou a subir e terminou com o dobro de doses administradas. A dúvida agora é saber se essa aceleração será sustentada, se chegam mais doses e se a aceleração só foi possível porque foram acumuladas doses da AstraZeneca que não foram aplicadas.

Países vizinhos e já imunizou por completo 18% de sua população. O país adquiriu com muita antecipação 60 milhões de doses da Coronavac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac junto com o instituto Butantan, para começar a imunizar seus trabalhadores da Saúde. Sua estratégia prevê vacinar todos os adultos antes do final de junho.

Governo federal, que demorou para garantir a compra de doses de imunizantes como os da Pfizer, até agora o país não vacinou mais de 9% de sua população com a primeira dose. Até o dia 1º de abril, apenas 2,47% dos brasileiros haviam sido vacinados com duas doses, de acordo com os dados de um consórcio de veículos de imprensa. É um número próximo do que coleta a plataforma Nosso mundo em dados, da Universidade de Oxford, e base os quadros desta reportagem.

Vacinas de origem chinesa e russa. A Argentina apostou desde o começo na russa Sputnik V, da mesma forma que o México, que recentemente adquiriu por volta de 24 milhões de doses da vacina. Mas, como se vê no gráfico e com a exceção do Chile, o ritmo da vacinação avança mais lentamente do que na Europa.


FONTE: Brasil Elpais

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