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OMS recomenda vacina da AstraZeneca contra covid-19

 


Questionou na quarta-feira a estratégia que a Europa adota com esse medicamento. Países que representam pelo menos dois terços de toda a população da União Europeia entre eles a França, Alemanha e Itália anunciaram que administrarão essa vacina somente aos menores dessa idade. Alguns, como a Espanha e a Bélgica, diminuíram a idade aos 55 anos. No Brasil, a vacina obteve autorização de uso emergencial da Anvisa em janeiro e está sendo aplicada na campanha de imunização pelo país. Maior aposta do Governo Bolsonaro contra o coronavírus, a vacina está sendo produzida pela Fiocruz.

Uma amostra estatisticamente significativa para provar sua eficácia entre eles, a resposta imunitária é muito semelhante à de pessoas mais jovens. “Como identificamos os maiores de 65 anos como grupo prioritário, não deveria haver um limite de idade para administrar a vacina”, disse Cravioto, que também recomendou que a vacina seja aplicada indistintamente da variante predominante do vírus. Apesar de a vacina ter mostrado uma resposta um pouco inferior com a britânica e sensivelmente menor com a sul-africana, mesmo assim protege da doença. E, o que é mais importante, nas palavras de Cravioto, “há provas indiretas” de que evita as formas mais graves da doença. Não se pode dar essa resposta de modo taxativo, já que as amostras continuam sendo muito pequenas para que a evidência seja sólida.

Faleceram na segunda onda tinham mais de 80 anos. Os especialistas do órgão também recomendam a vacina até mesmo a outros grupos em que não foi suficientemente testada, como grávidas e mulheres lactantes, desde que tenham alto risco de infecção. As razões são as mesmas: não há indícios de que seja insegura e, mesmo oferecendo proteção menor, coisa que ainda precisa ser demonstrada, já seria mais seguro do que não estar imunizado.

Suficientes para dar a primeira injeção em quase metade dos maiores de 80 e continuar depois com o restante, já que entre a primeira e a segunda inoculação devem se passar 12 semanas. Mas os idosos deverão esperar até o final deste mês e começo do próximo, em função das comunidades autônomas.

Comunidades autônomas e do ministério. O argumento é que a vacina não foi testada em idosos e que aos mais vulneráveis é melhor esperar as vacinas mais eficazes: a da Pfizer e da Moderna. A ministra da Saúde, Carolina Darias, reiterou na terça-feira, após o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, que é uma decisão “baseada na prudência e na evidência científica”. “Estaremos atentos ao teste clínico que a AstraZeneca faz nos Estados Unidos com maiores de 65 anos e, se for eficaz, a aplicaremos”, acrescentou. Os resultados desses estudos devem sair no final de março.

Previsão de contar com as vacinas da Pfizer e Moderna em curto prazo veriam com bons olhos usar a da AstraZeneca, mas diante da iminência de chegar sua vez, preferem ser conservadoras. É a opinião da sociedade de Medicina Preventiva, de Saúde Pública, de Gerontologia, de Vacinologia e de Epidemiologia.



FONTE: Brasil Elpais

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