UE decide isolar regiões críticas da covid-19

 


Marcou o início de um endurecimento das restrições à circulação de pessoas dentro do bloco, como forma de tentar frear a propagação das novas variantes do coronavírus. A decisão chegou horas depois de o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) elevar o nível de alerta contra as novas formas do vírus e recomendar restringir ao máximo a mobilidade, evitar viagens “não essenciais” e pedir aos países que preparem seus sistemas sanitários para uma previsível escalada de casos.

Medidas para impedir a entrada de viajantes procedentes de zonas de risco máximo. O objetivo do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, ao convocar essa reunião virtual dos chefes de Governo da União Europeia, que terminou por volta de 23h (hora local), era coordenar uma resposta comum à propagação dessas novas variantes e evitar uma situação caótica como a vivida durante a primeira onda.

Epidemiológicas especialmente afetadas (marcadas em vermelho-escuro no semáforo do ECDC), onde será possível restringir os deslocamentos não essenciais. A decisão final recairá sobre os Estados-membros, mas caberá à Comissão Europeia elaborar nos próximos dias a arquitetura para poder limitar os movimentos. Isso não afetará necessariamente as fronteiras entre os países, pois poderão ser isoladas zonas com situação epidemiológica semelhante, mesmo que envolvam dois ou mais países, e dentro delas será respeitada a livre circulação de trabalhadores essenciais e o acesso de mercadorias básicas.

Quanto a presidenta da Comissão Europeia (poder executivo do bloco), Ursula von der Leyen, expressaram a importância de que as restrições possam “ser reforçadas” com “medidas pontuais” em caso de necessidade perante uma situação que qualificaram como “preocupante” pelo temido avanço das mutações.

Das novas variantes britânica, sul-africana e brasileira de coronavírus na UE, “devido à sua maior transmissibilidade”. E alerta para a possibilidade de que cresça o número de infecções, o que poderia sobrecarregar os sistemas de saúde, como já ocorre no Reino Unido.

Organização Mundial da Saúde para a Europa, considera acertada uma intervenção cirúrgica nas fronteiras, em lugar de um veto taxativo aos deslocamentos. “O fechamento de fronteiras para frear as novas variantes só faz sentido logo que a variante é identificada e quando sua transmissão é local”, observou.

Debater uma leva adicional de medidas que busquem conter a escalada antes que seja tarde demais. Entre elas, os Estados-membros decidiram aceitar a recomendação de reforçar o uso dos testes rápidos de antígenos e o reconhecimento mútuo dos resultados dos exames PCR em todos os países-membros. E os 27 chefes de Governo mostraram-se unânimes quanto à necessidade de acelerar os programas de vacinação. O presidente do Governo (primeiro-ministro) espanhol, Pedro Sánchez, que defendeu manter as fronteiras abertas, apoiou a criação de um certificado de vacinação para os imunizados.



FONTE: Brasil Elpais

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