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Economia dos EUA sofre em 2020 a maior queda

 


2020, com o pior resultado registrado desde 1946, imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial: uma queda de 3,5% da economia devido ao impacto da covid-19, segundo uma estimativa preliminar do Departamento do Comércio. A pandemia como sinônimo de recessão; o PIB como barômetro de uma devastação sem precedentes em tempos de paz.

Entanto, é inferior à prevista pelos analistas, que esperavam um crescimento de 4,4%. Se for considerado o indicador utilizado em outros países, o crescimento entre outubro e dezembro foi de 1%. A perda de empregos (10 milhões de postos de trabalho a menos e uma taxa de desemprego de 6,7%), o fechamento maciço de pequenas empresas e uma enorme desigualdade são os traços que marcaram um ano em que as previsões não se cumpriam à medida que o país era atingido por novas ondas do coronavírus.

Administrações locais e estatais, em parte compensadas por aumentos em incentivos do Governo federal. As exportações caíram 13% em 2020, e o consumo pessoal diminuiu 3,9%. Esses dados preliminares serão revisados numa nova avaliação em 25 de fevereiro.

Contração de 2,5%. Bem diferente, por certo, da redução de 1946, que foi de 11,6% em virtude da desmobilização posterior ao conflito bélico. Em qualquer caso, o comportamento da economia em 2020 foi marcado por altos e baixos: da crise da primavera, que coincidiu com a primeira onda da pandemia, até a retomada do verão, com um crescimento de 7,4% que coincidiu com a reabertura da atividade econômica, e a desaceleração do último trimestre sobre a qual o Federal Reserve alertou na quarta-feira, por efeito direto da segunda e da terceira ondas da crise sanitária.

Primeiro trimestre do ano, antes de uma eventual retomada no verão, à medida que o Governo de Joe Biden, que prometeu ajuda no valor de 1,9 trilhão de dólares (10,3 trilhões de reais), e o ritmo de vacinação sejam ampliados e cheguem à maioria dos norte-americanos. Segundo a nova Administração, no verão o país alcançaria a imunização coletiva. A recuperação também será observada com as ajudas diretas às famílias e às pequenas e médias empresas, após os dois programas de estímulos aprovados em 2020. Os benefícios do primeiro se esgotaram justamente no último trimestre do ano passado, ao passo que, conforme denunciou o Governo de Biden, boa parte dos recursos do segundo programa ainda não havia chegado aos beneficiários quando o novo mandatário assumiu na Casa Branca, na terceira semana de janeiro.

Congresso do último plano de assistência, prejudicou o bom desempenho dos únicos setores que tiveram dados positivos: a indústria e a construção. O setor mais afetado pela pandemia e pelos consequentes fechamentos parciais ou totais da atividade foi o de serviços, em especial os trabalhadores mais precários ―em sua maioria, mulheres e membros de comunidades como a latina e a afro-americana.



FONTE: Brasil Elpais

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