CONFIRA

OMS reduz expectativas e acredita que vacina

 

Dois anos, embora os primeiros grupos de risco possam ser imunizados a partir de meados de 2021. Na semana passada, uma porta-voz da OMS, Margaret Harris, tinha dito que não esperava uma vacinação generalizada “antes de meados de próximo ano”.

Trecho a percorrer”. Ao mesmo tempo, uma publicação confirmava que a vacina russa apresentava “resultados esperançosos”. Nesta quarta-feira, no entanto, a corrida pela imunização sofreu um baque, porque a AstraZeneca e a Universidade de Oxford interromperam seus testes após detectar que um dos voluntários teve uma doença ainda inexplicada, que está sendo investigada.

Descartar efeitos graves; uma segunda, com centenas de pessoas, para avaliar a resposta imune induzida, ajustar a dose e confirmar a segurança, e a chamada fase 3, em que a vacina experimental deve demonstrar que é segura e eficaz em ensaio com dezenas de milhares de pessoas por meses. “Muitos acham que no início do próximo ano chegará uma panaceia que resolverá tudo, mas não será assim: há um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição”, enfatizou Swaminathan em uma sessão de perguntas e respostas com internautas nas redes sociais.

Vacinas cheguem a vários países em meados de 2021, quando deverá ser dada prioridade aos grupos de maior risco, já que ainda não haverá doses suficientes para toda a sociedade. “Pela primeira vez na história, precisamos de bilhões de doses de uma vacina”, afirmou a cientista-chefe da OMS, lembrando que, para as campanhas anuais de vacinação em massa contra outras doenças, são necessárias no máximo centenas de milhões de doses.

Diferentes contra o coronavírus: 300 milhões da candidata de Oxford; outros 300 milhões em desenvolvimento pela multinacional francesa Sanofi e pela britânica GSK; 225 milhões do protótipo da empresa alemã de biotecnologia Curevac; 200 milhões da empresa americana Johnson & Johnson, e 80 milhões de doses da também americana Modern. Todas essas vacinas ofereceram resultados promissores até o momento, mas nenhuma tem resultados garantidos.

População, um processo que levará dois anos”. Até lá, “as pessoas devem ser disciplinadas”, ressaltou Swaminathan, indicando que devem ser mantidas as medidas preventivas atuais (como distanciamento físico, uso de máscara, higienização das mãos) ou semelhantes.

Funciona o Covax, iniciativa com que a OMS e outras organizações internacionais ajudam financeiramente na pesquisa de vacinas contra a covid-19 em troca de que seja garantida a distribuição dessas vacinas em todo o mundo, não apenas nos países mais ricos.

70 manifestaram interesse em participar. Para isso, o Covax está em negociações com as principais empresas e instituições que pesquisam vacinas contra a covid-19 do mundo para adquirir grandes quantidades de doses quando sua eficácia e segurança forem comprovadas.

Mais ou menos rico,revelou a especialista a respeito das negociações com as farmacêuticas. Sobre o preço aproximado das doses, Swaminathan indicou que, atualmente, parece que poderia oscilar entre 2 e 30 dólares (10,60 e 158,80 reais), mas ressalvou que o mercado “é muito dinâmico” e o valor “mudará à medida que mais vacinas forem disponibilizadas”.

O Covax faz parte do programa da OMS denominado Acelerador ACT, que cobre não só vacinas, como também ferramentas de diagnóstico e terapias para os pacientes com coronavírus. Quatro meses depois do lançamento dessas iniciativas para garantir acesso universal às ferramentas contra a pandemia, foram feitos “grandes progressos”, assegurou Swaminathan, acrescentando que a rapidez com que vacinas e medicamentos estão sendo pesquisados não prejudicará a segurança do paciente.




FONTE: Brasil Elpais

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