CONFIRA

Fantasma da ingerência eleitoral russa

 


Alertados pelo FBI, o Facebook e o Twitter anunciaram o fechamento de várias contas falsas e dedicadas a espalhar desinformação entre eleitores de esquerda. A operação está vinculada à Agência de Pesquisa da Internet, uma empresa com sede em São Petersburgo que foi crucial na ingerência do Kremlin na eleição norte-americanas de 2016, com o objetivo, conforme concluíram os serviços de inteligência dos EUA, de favorecer Donald Trump.

Ingerência de quatro anos atrás. O alcance da operação, pelo que se sabe até o momento, é significativamente menor que o do pleito presidencial anterior, quando as publicações de origem russa chegaram a 126 milhões de usuários do Facebook, e mais de 2.700 contas foram criadas no Twitter para esse fim. As empresas tecnológicas admitiram os fatos quase um ano depois daquela eleição e estão sob escrutínio desde então por sua reação tardia. A operação divulgada na terça-feira detalha que a Agência de Pesquisa da Internet publicou conteúdo com desinformação em 13 contas falsas do Facebook e duas páginas da rede social com 14.000 seguidores onde promoviam o suposto site noticioso Peace Data.

Grupos do Facebook como Socialistas Democratas, Partido Progressista e Progressistas Contra Neoliberalismo. Em 14 de agosto, por exemplo, o Peace Data publicou uma reportagem intitulada “A chapa Biden-Harris resume como a esquerda ocidental cederá ao populismo de direita”. Em poucos minutos já havia sido compartilhado em seis grupos do Facebook, seguidos por milhares de pessoas.

Observou que, embora a maioria dos artigos tratasse dos EUA, apenas 5% estavam relacionados às eleições de novembro, aos candidatos ou às campanhas. “Quando falavam de [Joe] Biden ou [da sua candidata a vice, Kamala] Harris, eram hostis”, relatou no Twitter. Nimmo destacou que esse tipo de conteúdo se assemelha aos difundidos pela empresa em 2016, que atacavam a então candidata democrata, Hillary Clinton.

Organização noticiosa legítima. Os conflitos armados eram o principal tema dos artigos em inglês, seguidos por pautas relativas aos direitos humanos, publicadas metade em inglês e metade em árabe, idioma em que esses artigos começaram a sair, em abril. Também compartilharam artigos sobre o capitalismo, o racismo e as intervenções militares do Ocidente, e também sobre o Governo turco, Israel e a intervenção saudita no Iêmen.

Reais para que escrevessem em inglês, pagando-lhes 75 dólares (400 reais) por artigo. Publicaram anúncios para contratar jornalistas através do Twitter, onde tinham quase 3.000 seguidores, e em páginas de ofertas de emprego como UpWork.com e Guru.com.



FONTE: Brasil Elpais

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