CONFIRA

A cientista e mãe que mostrou no Twitter a realidade

 


São dez minutos da madrugada em Washington, Estados Unidos e a jornada de trabalho ainda não terminou para essa cientista que ficou popular nas redes sociais depois de mostrar com uma imagem como é complicado manter o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional durante a pandemia.

Um negacionista da mudança climática, para liderar a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês). Depois de sua participação, a diretora de Pesquisa do Centro para Ciência e Democracia escreveu no Twitter: “Só para ser honesta. #DiaDeUmaMaeCientista”. E compartilhou uma imagem de como é o lugar em que grava suas entrevistas.

A imagem dessa mulher invadida pela bagunça e vestida como muitos de nós não nos enganemos durante a pandemia teve 300.000 curtidas e muitas mensagens de apoio em menos de três dias, pois representa a imagem de milhões de pessoas que tentam equilibrar sua vida pessoal e profissional no mesmo espaço.

Dificuldades neste momento. Os pais não conseguem suportar uma situação dessas, e acho que devemos ser francos sobre isso, estar preparados para falhar, porque quando trabalhamos continuamos sendo humanos, continuamos sendo mães e pais. Devemos ser mais abertos para falar disso”, diz Goldman ao EL PAÍS.

Trabalhadores da ciência que agora também se tornaram cuidadores em tempo integral. “Todo dia é um desafio. Eu e meu marido trabalhamos como cientistas e temos dois filhos pequenos, de 2 e 4 anos. Meu trabalho exige que eu organize projetos, lidere uma equipe de pesquisa e esteja disponível para solicitações da imprensa”, assinala.

Temos de administrar nossos horários de trabalho enquanto cuidamos física e emocionalmente das crianças. Mal consigo me manter em dia com as tarefas como mãe e trabalhadora”.

As responsabilidades de criar os filhos e cuidar do lar recaem desproporcionalmente sobre as mulheres, e muitas estão abandonando o mercado de trabalho por não ter opção para combinar as duas coisas. Estou muito irritada com isso. Esse problema não deve recair sobre os pais, é responsabilidade de nossas instituições, nossos legisladores e nossos empregadores garantir que os empregados e empregadas recebam apoio e se sintam confortáveis.

Com probabilidades maiores que as dos homens de perder o emprego e com o papel estabelecido de cuidadoras e conciliadoras, a pandemia ameaça apagar toda uma geração de progresso feminino. “Perderemos muitos dos avanços para as mulheres na ciência vistos nos últimos anos”, opina.

Outro participa de uma reunião. Depois, à noite, quando reina a calma, a cientista dedica mais duas ou três horas para resolver questões pendentes. Ela gosta do fato de sua imagem no Twitter servir para falar da dificuldade de conciliar a vida familiar e a profissional: “Fico contente por lembrar aos outros pais que ninguém é perfeito e que não importa o quanto sua tela do Zoom esteja impecável, todos estamos passando por momentos complicados”.



FONTE: Brasil Elpais

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