CONFIRA

Coronavírus cresce em metade da Europa



Região Europeia registraram um recrudescimento da pandemia, alcançando a soma de três milhões de casos e 207.000 mortes causadas pela covid-19 desde o início da crise. Os dados do Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) completam a fotografia com os casos por 100.000 habitantes nestas últimas duas semanas, um lista encabeçada com as piores cifras por Luxemburgo, Suécia, Portugal, Bulgária e Romênia. No lado oposto da tabela estão Noruega, Estônia, Hungria, Finlândia e Malta. O ECDC estuda menos países que a OMS (31 frente a 55), por isso a cifra total de casos em sua estatística é de 1,6 milhão de casos.

Supera 45.000, a cifra absoluta mais alta de toda a Europa.No sábado passado foram registrados mais 40 mortos. Será o último dado público durante as próximas semanas. O Governo britânico, que recebe com notável irritação as comparações com outros países, detectou um possível erro de cálculo e ordenou que a divulgação de informações ao público seja suspensa até sua resolução.

Vírus no outono (a partir de setembro), apesar de sua satisfação de ter conseguido achatar a curva nas últimas semanas. Primeiro foram os parques, depois os comércios e finalmente a hotelaria que foram reabrindo, sempre atrás de outras nações europeias. Desde então, só um surto disparou os alarmes. Foi na cidade de Leicester, de 330.000 habitantes, no meio de uma das regiões mais pobres da Inglaterra, as Midlands. O Governo reimpôs ali um confinamento que, em todo caso, nunca teve o rigor do adotado em outros países, como a Espanha.

Descartou em uma entrevista ao The Daily Telegraph a possibilidade de um novo confinamento no outono, contrariando o que havia dito na semana passada o cientista-chefe do Governo, Patrick Vallance.

Mas ainda não saímos do atual”, afirmou na semana passada o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. A cifra de contágios oscila entre 200 e 300 por dia, sem uma melhoria significativa desde o final de maio. O país registra ao todo mais de 48.000 casos, e quase 1.700 pessoas morreram por causa do coronavírus. Do ponto de vista da taxa de novos infectados por dia por 100.000 habitantes, seu desempenho só não é pior que os de Luxemburgo e Suécia ―que, durante o auge da crise, se negou a decretar o confinamento obrigatório.

Lisboa concentra a imensa maioria das novas infecções (quase 80%), sobretudo em bairros da periferia onde há aglomerações, alta densidade populacional e uso intensivo do transporte público. O aumento na frequência das rotas e o reforço dos esquadrões sanitários anunciado pelo Governo ainda não dão resultados evidentes.

Embora a obrigação de usar máscara em espaços públicos fechados só entre em vigor nesta semana, muitos franceses até agora mais relaxados do que o necessário frente à ameaça da covid-19, que causou mais de 30.000 mortos no país desde o seu início já começaram a usá-la. Não é para menos.

Como disse o primeiro-ministro Jean Castex na sexta-feira passada. Nos últimos dias se constatou uma aceleração da epidemia na França sobretudo na Bretanha, onde a taxa de reprodução é de 2,62 (cada pessoa contagiada infecta de média 2,62 outras por dia), embora as autoridades sanitárias locais assegurem que a situação “não é alarmante no momento”. Também cresceu no departamento de Mayenne, no noroeste do país, e inclusive na região de Paris, onde há “sinais fracos de repique”.


FONTE: Brasil Elpais

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