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Casa Branca busca descredibilizar seu principal 2020



Casa Branca para a crise do coronavírus, não despacha diretamente com Donald Trump. A última vez que Fauci esteve pessoalmente com o presidente norte-americano foi em 2 de junho. Os rumores do choque entre eles se validaram neste fim de semana, quando o Governo federal enviou um memorando a alguns meios de comunicação alertando que vários funcionários estavam “preocupados com a quantidade de vezes que o doutor Fauci se equivocou”.

Segunda-feira retuitou várias mensagens que desacreditavam os cientistas, dizendo que o Centro de Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e os médicos, “não todos, mas a maioria”, mentiram sobre a covid-19.

Minimizou, em fevereiro, a possibilidade de propagação assintomática e assegurou que as pessoas não precisavam fazer grandes mudanças em suas vidas. Entretanto, o texto exclui a parte da declaração em que advertia que a situação podia mudar e que, se ficasse demonstrado que o vírus se pulverizava, isso podia obrigar as pessoas a tomarem medidas de proteção. Também se inclui nesse memorando uma declaração de março em que o epidemiologista recomendou que as pessoas “não deveriam sair andando de máscara por aí”, conforme publica a NBC.

Trabalha para a Administração, como se tratasse de um rival político. A distância entre Trump e Fauci aumenta à medida que cresce o número de contágios. Vários Estados que tinham começado a reabrir tiveram que recuar após novos surtos, concentrados no sul e oeste do país. Texas, Flórida e Arizona lideram os novos contágios, que já superam os 3,2 milhões nos EUA. E, embora as entrevistas coletivas de Trump com a equipe de trabalho contra o coronavírus tenha sumido, Fauci tem procurado outras vias para transmitir sua mensagem. O diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas – cargo que ocupa desde 1984 – concedeu entrevistas no Facebook, podcasts e meios escritos para falar da importância do uso da máscara e de seguir o guia que elaborou com sua equipe para a retomada das atividades nos Estados.

Quando nos comparamos a outros países não acredito que se possa dizer que estamos indo superbem. Quero dizer, simplesmente é assim”, afirmou ele num podcast do site FiveThirtyEight.com. Também argumentou que lhe parecia “compreensível” o veto da União Europeia e de outros países à entrada de cidadãos norte-americanos. A mensagem pessimista se choca diretamente com a posição de Trump, que tenta atribuir a disparada no número de casos a um aumento no número de testes realizados. Numa entrevista ao EL PAÍS, o epidemiologista foi taxativo ao apontar que “obviamente” as razões não se limitam à maior oferta de exames. “Não há dúvida de que os casos sobem porque há mais gente contagiada, assim como as hospitalizações aumentam”, salientou.

Contra a malária, e o cientista qualificou as provas de “pontuais”, o episódio não teve maiores consequências. Entretanto, quatro meses depois do início da pandemia nos EUA, e a outros quatro das eleições presidenciais, o mandatário mudou de estratégia. Na semana passada, em uma entrevista ao programa de TV Full Court Press, o republicano disse que Fauci “é um bom homem, mas cometeu muitos erros”. Sobre a advertência do cientista ao Congresso em 30 de junho, quando disse que os EUA não iam na direção correta, Trump respondeu: “Não estou de acordo com ele”.

O almirante Brett Giroir, membro da equipe de trabalho contra o coronavírus da Casa Branca, disse neste fim de semana à NBC que o doutor Fauci “não tem 100% de razão” e tampouco tem em mente todo o interesse nacional. “Ele olha de um ponto de vista muito limitado de saúde pública”, apontou. O assessor comercial da Casa Branca Peter Navarro também aderiu às críticas contra o epidemiologista, chegando a dizer que “se equivocou a respeito de tudo”. Enquanto isso, Fauci manifesta sua preocupação.

Estados Unidos desde o início da pandemia (15.299), houve protestos nesse Estado contra o uso obrigatório das máscaras. Além disso, perto de Orlando, que reabriu as portas de seu parque de atrações Disney World, o restaurante 33 & Melt deu de presente até 100 refeições grátis aos clientes que entrassem no local sem máscara para consumir, informa a Reuters. Quando agentes da polícia chegaram ao estabelecimento para falar com os donos, os clientes, entre eles famílias com crianças, começaram a gritar: “Não nos fechem!” e “Isto é os Estados Unidos!”, entre outras queixas, como se vê em um vídeo que circula nas redes sociais.


FONTE: Brasil Elpais

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