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Retorno do comércio em São Paulo provoca aglomerações



Vestindo uma máscara vermelha e um protetor facial de plástico, a vendedora Vanessa passou o fim da manhã e o início da tarde desta quarta-feira controlando a entrada e saída de pessoas de uma loja de utensílios domésticos na rua Teodoro Sampaio, na zona Oeste da capital paulista. Com uma calculadora, ia registrando quantos clientes adentravam a loja de 700 metros quadrados para evitar qualquer tipo de aglomeração. “Quando entram 30, preciso segurar os clientes aqui fora. Hoje já segurei algumas vezes. E todos precisam passar álcool em gel. Um senhor não quis, então não permiti que ele entrasse. É para a segurança de todos”, explica a vendedora, que afirmou ter sentido um pouco de medo de estar em contato com tantas pessoas novamente. “Mas sou mãe solteira e preciso trabalhar”, disse.

Já que partir desta quarta-feira, os comércios foram autorizados a abrirem das 11h às 15h, respeitando o distanciamento adequado dentro dos estabelecimentos e também o uso de máscara. "A vida precisa voltar ao normal, as pessoas precisam voltar a trabalhar", disse Arthur Elife ao sair do estabelecimento usando máscara. Uma vendedora da loja, entretanto, afirmou que nem todos os clientes estão confiantes em visitar o local. "Muitos ficam com medo de experimentar, as pessoas ainda estão com medo de pegar o vírus", disse.

Centro Universitário São Camilo-SP, o retorno das atividades comerciais só poderiam ser permitidas caso já houvesse uma redução de casos sustentada há 14 dias, a taxa de isolamento fosse de 55% nesse período e a ocupação dos leitos de UTI disponíveis fosse menor que 60%. “E não é o que está acontecendo. O próprio Governo estava trabalhando com esse diagnóstico e agora não o está seguindo. Houve uma pressão econômica tão grande que os critérios técnicos foram substituídos pelos econômicos. A ciência foi subordinada e quem ganha é a ganância”.

Sobretudo pelas pessoas com sintomas leves, que são a maioria dos casos. Zanetta ressalta, ainda, que os shoppings, que estão autorizados a abrirem a partir desta quinta-feira na capital, possuem estruturas difíceis de compatibilizar seus sistemas de ventilação com o controle de propagação do vírus.

São Paulo, Edson Aparecido, sustenta que a cidade apresenta um crescimento de casos em baixa velocidade e afirmou que o sistema de saúde da capital já não corre mais o risco de colapsar pela pandemia de coronavírus.


FONTE: Brasil Elpais

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