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É possível chegar a uma vacina em 15 meses



Fama mundial a partir de um mercado de Wuhan (China) tem recebido uma atenção científica sem precedentes. Sabe-se hoje muitíssimo mais que há alguns meses, mas os cientistas, acostumados às reviravoltas de roteiro nesta história, continuam falando com cautela do SARS-CoV-2.

Hospital Clínico Universitário de Santiago de Compostela (Galícia) e membro do comitê consultivo de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, além de coordenar o centro colaborador da OMS para Segurança Vacunal de Santiago de Compostela. Nessa organização, junto a cientistas de todo o mundo, aconselha na orientação do desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus, analisando os candidatos com mais potencial, criando ensaios clínicos que acelerem o progresso sem comprometer a segurança e trabalhando desde já para que, quando surgir essa ferramenta contra a pandemia, o acesso seja equitativo.

Algo que nunca tinha acontecido”, diz, e acredita que isso esteja levando a interpretações dos resultados sem os critérios necessários para fazê-las corretamente. Ele pede que a sociedade confie nesta colaboração científica sem precedentes, mas também que tenha paciência, porque os resultados podem não chegar tão cedo quanto se disse em algum momento, e alerta que como efeito secundário da atual pandemia podem retornar patógenos que já acreditávamos controlados.

Grande pandemia, mas visto o desenrolar da reação internacional, parece que poucos países acreditavam totalmente que fosse uma ameaça real.

Ponto de vista da epidemiologia e da infectologia sempre esteve presente. Havia algumas mais previsíveis, como teria sido a própria gripe, mas também houve advertências anteriores com os coronavírus, com o da SARS e o da MERS. Na pandemia anterior que tivemos, a de gripe H1N1, a mortalidade não foi comparável.

Patogênico ainda não identificado. Há grupos de pesquisa que de fato se prepararam com essa filosofia, para que quando chegasse essa pandemia X já existisse o maquinário necessário para começar a preparar a vacina ou os tratamentos e os recursos de pesquisa. Por exemplo, o grupo de Oxford que está desenvolvendo uma vacina já tinha uma estratégia e um maquinário para começar a fazer pesquisa e desenvolvimento de vacinas. Nosso grupo, muito mais modestamente, também tinha previsto aplicar o conhecimento adquirido com outros agentes patogênicos para tentar triturar o problema com a mesma filosofia.

Preparados e que todo o sistema esteja. A abordagem de uma pandemia exige a abordagem sincronizada de muitos agentes em muitos níveis, não só científico e sanitário, mas também político e social. Nesse sentido ninguém estava suficientemente preparado, e estamos vendo que até nos países mais preparados o impacto está sendo elevado.

Desenvolvimento ágil de vacinas. Em muitos níveis. Deseja-se garantir o fornecimento de todas as vacinas quando elas existirem, mas também garantir a vacinação com as que já existem, que não se veja interrompida. É algo que nos preocupa, porque está ocorrendo uma redução na vacinação rotineira como consequência da covid, não por antivacinas nem coisas semelhantes, e sim porque logicamente foram interrompidos muitos dos serviços, ou em alguns casos se comprometeu a cadeia de suprimento de vacinas.


FONTE: Brasil Elpais

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