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China testará vacina experimental contra o coronavírus



Agência Reuters nesta segunda-feira. O protótipo, desenvolvido pela empresa biotecnológica chinesa CanSino Biologics e pela Academia de Ciências Militares, apresentou resultados promissores em seus primeiros ensaios com centenas de pessoas, mas ainda é preciso comprovar sua eficácia.


Ad5-nCoV, utiliza outro vírus um adenovírus do resfriado comum para introduzir informação genética do novo coronavírus nas células humanas, com as instruções para fabricar apenas algumas de suas proteínas virais e gerar uma reação imunológica sem risco de desenvolver a doença.

Junto com o da Universidade de Oxford e da farmacêutica britânica AstraZeneca, que já iniciaram um ensaio clínico para testar sua vacina experimental também baseada em um adenovírus do resfriado em mais de 15.000 voluntários no Reino Unido, Brasil e África do Sul. A companhia norte-americana Moderna também anunciou que começará um ensaio com 30.000 voluntários em julho, em colaboração com os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA e com uma estratégia diferente: uma vacina experimental baseada apenas na informação genética, o RNA, do novo coronavírus.

Existem apenas 26 doenças com vacina, segundo as contas da OMS. Desenvolver um medicamento preventivo é uma corrida de obstáculos que costuma levar 10 anos, embora contra a covid-19 todos os processos tenham se acelerado de maneira inédita. O último recorde é a vacina Ervebo, contra o ebola, que precisou de apenas cinco anos do início dos testes em humanos, em outubro de 2014, até sua aprovação, em novembro de 2019.

Depois vem a fase 2, já com centenas de pessoas, com o objetivo de confirmar a segurança, estudar a resposta imunológica induzida e calcular a dose adequada. Nos estudos de fase 3, com milhares de inoculações, avalia-se a eficácia real da vacina para proteger contra a doença. No caso da candidata chinesa Ad5-nCoV, os cientistas enfrentam outro problema: quase não há tantos novos casos de covid-19 na China, então será mais complexo detectar se os militares vacinados estão ou não protegidos.

Experimentais costumam ser feitos com voluntários saudáveis, mas o laboratório CanSino Biologics se negou a esclarecer se os militares chineses participam livremente ou são obrigados por seus comandantes, segundo a Reuters. A empresa alega “sigilo comercial”, segundo a agência.

Covid-19, e os responsáveis por cinco deles calculam que os testes em humanos poderiam começar ainda neste ano. As iniciativas espanholas enfrentam seus próprios problemas, como a falta de macacos usados nas experiências em laboratório de alta biossegurança na Espanha e a escassez de fábricas capazes de produzir vacinas humanas em grande escala.


FONTE: Brasil Elpais

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