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Primeiro paciente de covid-19 nos EUA



Snohomish, no Estado de Washington (Costa Oeste dos EUA) relatando tosse e sensação de febre nos quatro dias anteriores. Passou 20 minutos na sala de espera, e depois foi chamado a um consultório, onde foi examinado. Contou que havia regressado de uma visita à sua família em Wuhan, na China, em 15 de janeiro. Ao ver uma alerta de segurança sobre o novo coronavírus, decidiu ir ao médico.

Departamento Estadual de Saúde foi avisado e repassou o alerta aos Centros do Prevenção e Controle de Doenças (CDC), que recomendaram a coleta de amostras para exames. As amostras foram colhidas, o paciente foi mandado para casa, com a orientação de ficar em isolamento, e no dia seguinte o CDC confirmou o resultado positivo para a covid-19. Ordenou-se a internação hospitalar do paciente.

Febre, tosse, cansaço, diarreia”, recorda o médico George Díaz, diretor do departamento de doenças infecciosas do Centro Médico Regional Providence, em Everett (Estado de Washington). Mas no sexto dia de internação, o 10º da doença, desenvolveu uma pneumonia grave e precisou receber um suplemento de oxigênio. Em seguida, decidiu-se autorizar o tratamento compassivo com um medicamento experimental.

Ainda não há provas conclusivas sobre a eficácia desse remédio, desenvolvido inicialmente sem sucesso para combater o ebola. Mas um ensaio clínico em andamento nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) ofereceu resultados preliminares promissores. A autorização da FDA, que se baseia na declaração de emergência pelo Governo federal para acelerar o processo de aprovação de um fármaco, permite distribuir o remdesivir aos centros hospitalares do país com mais casos confirmados em todo o mundo, para que possa ser administrado a pacientes em estado grave. O Governo e a empresa farmacêutica norte-americana Gilead, fabricante do medicamento, estão trabalhando para que esteja à disposição dos pacientes o quanto antes. Díaz falou ontem em uma entrevista coletiva a veículos estrangeiros organizada pelo Centro de Imprensa Estrangeira, ligado ao Departamento de Estado norte-americano.

Quatro meses, para tratar aquele primeiro paciente confirmado com covid-19 nos Estados Unidos. Díaz afirma que partiu do CDC a sugestão de administrar o fármaco experimental como tratamento em caráter compassivo. O caso foi publicado na revista New England Journal of Medicine. Desde então, Díaz trabalha para a Gilead em um ensaio clínico com pacientes com pneumonia provocada pelo coronavírus.

Usado com pacientes de covid-19, mas sim testado em voluntários saudáveis durante o surto de ebola. O fármaco parecia seguro, mas infelizmente não se revelou muito eficaz contra a doença causada pelo vírus do ebola. Ao menos podíamos oferecer certa segurança ao paciente. Adicionalmente, havia estudos recentemente publicados sobre o uso do redemsivir em modelos animais e pareciam reduzir o efeito do vírus. Por essas razões, os pacientes aceitaram receber o remdesivir. A Gilead e a FDA foram capazes de nos proporcionar isso para uso compassivo. Pela proximidade da Gilead com Seattle, foi possível começar a administrá-lo antes de 24 horas.

Gerais com os resultados do teste clínico da agência norte-americana de doenças infecciosas, ligada ao NIH, cujos resultados preliminares foram divulgados na semana passada. “O tempo de recuperação com pacientes de covid se reduz em quatro dias aproximadamente”, afirma. “Em nosso estudo estamos vendo também que os pacientes que recebem este medicamento têm uma mortalidade mais reduzida que pacientes que não o recebem, estamos na fase primária de pesquisa e esperamos mandá-lo em breve para a publicação”. Estes testes não têm um grupo de controle, a única forma de confirmar que os benefícios observados se devem ao fármaco.


FONTE: Brasil Elpais

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