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Os 100.000 mortos dos Estados Unidos assim fracassou o país



Lote de 250.000 máscaras doadas pelo organismo, porque a todo-poderosa cidade dos arranha-céus, símbolo de riqueza no país mais rico do mundo, não tinha o suficiente nem máscaras, nem respiradores, nem leitos hospitalares para a onda de doentes de covid-19 que se avizinhava. O chamado paciente zero dos Estados Unidos se apresentou em 21 de janeiro num hospital de Seattle com um pouco de febre. A primeira morte, de uma mulher de 60 anos na Califórnia, ocorreu em 6 de fevereiro. A partir daí, um amontoado de erros, alertas ignorados e novas e velhas carências levaram ao desastre sem que uma das comunidades científicas mais robustas do planeta tivesse conseguido evitar.

Contagem da Universidade Johns Hopkins), longe dos 60.000 que a Administração calculou em seus prognósticos mais otimistas, ou dos 58.000 caídos na Guerra do Vietnã, um trauma gravado no imaginário coletivo norte-americano como vara para medir as tragédias. Quase 1,7 milhão de pessoas já deram resultado positivo em exames de diagnóstico. Em um país com 330 milhões de habitantes, a taxa de mortalidade nacional é muito inferior à da Espanha, por exemplo, mas territórios muito castigados, como Nova York, distorcem a fotografia.


Fechamento dos Estados Unidos ao mundo. Donald Trump comparou este desafio à Segunda Guerra Mundial, mas os Estados Unidos saíram daquele conflito fortalecidos como um líder global e guardião mundial das liberdades. Desta vez, enquanto acelera na corrida planetária pela vacina, não conseguiu ir muito além de ajudar a si mesmo.

Que uma pandemia desta gravidade era uma ameaça muito real. Não só não preparou a resposta como também reduziu os recursos humanos e materiais que já estavam mobilizados para enfrentá-la.

Informa à equipe entrante, no exercício habitual de transição, sobre o risco de que a gripe aviária H9N2 se transforme na “pior pandemia de gripe desde 1918”. São explicados os possíveis desafios, como a escassez de respiradores e a necessidade “primordial” de uma resposta nacional coordenada. Em abril de 2018, ao se tornar assessor de Segurança Nacional, John Bolton demite Timothy Ziemer, encarregado de liderar a reação da Casa Branca a uma eventual pandemia. Não é substituído, e sua equipe fica espalhada. Essa abrupta demissão significa que não há mais um alto funcionário encarregado exclusivamente da segurança sanitária geral.

Lei que corta 1,35 bilhão de dólares (7,22 bilhões de reais, pelo câmbio atual) das verbas dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) durante 10 anos. Em setembro de 2018, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos desvia 266 milhões de dólares de financiamento dos CDC para o programa de detenção de crianças imigrantes.


FONTE: Brasil Elpais

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