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França começa a sair do confinamento



A primeira corresponde às zonas mais golpeadas pela covid-19: Paris e sua região, mais o quadrante nordeste do país, onde reside 40% da população. Na segunda, a verde, a epidemia está controlada. Nesta quinta-feira, seus cidadãos descobriram em qual das duas Franças vivem e, portanto, a que ritmo viverão a retirada do confinamento que começará na próxima segunda-feira, 11 de maio.

Abrirão mais tarde que no resto do país, e os parques e jardins continuarão fechados. Em Paris, o transporte público ficará submetido a regra rigorosas, com multas para quem não usar máscara. Antes de 2 de junho, será reavaliada situação em cada zona para dar lugar à fase seguinte. O primeiro-ministro Édouard Philippe apresentou, acompanhado de vários ministros, as principais medidas do desconfinamento.

A França está preparada para fazer testes maciçamente”, anunciou o ministro da Saúde, Olivier Véran, em uma entrevista coletiva. Ele informou que, quando um caso positivo for detectado, as pessoas que tiveram contato com o paciente serão localizadas e então terão que se submeter a duas semanas de isolamento e fazer um exame.O Governo acredita que haverá como testar até 700.000 pessoas por semana. A detecção dos casos suspeitos por meio de um aplicativo de celular não está prevista nesta etapa.

11 de maio em todo o país, mas a volta será lenta e voluntária. Na segunda e terça-feira, os professores já voltarão aos colégios para se prepararem. A prioridade será para os alunos do último ano de pré-escolar e dos primeiros anos do primário, além de crianças com deficiências, filhos de profissionais da saúde e alunos com maiores dificuldades educacionais, agravadas pelos quase dois meses de reclusão. Haverá um máximo de 10 alunos por classe na pré-escola e 15 no primário. O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, informou que entre 80% e 85% das escolas abrirão. Esperam-se um milhão de alunos e 130.000 professores.

Hauts-de-France, Grande-Leste e Borgonha-Franco-Condado. A primeira, pela densidade da capital e sua periferia e pelo impacto da epidemia, terá regras particulares, ainda mais rigorosas que no resto do país. Para usar o transporte público em horários de pico será preciso portar uma declaração de que se trata de um deslocamento por motivo profissional ou de força maior. E será obrigatório usar máscara, exceto os menores de 11 anos, sob pena de multa de 135 euros (cerca de 850 reais). Para andar na rua, como norma geral, essa proteção não será obrigatória. Na capital e sua região, os centros comerciais com mais de 40.000 metros quadrados não poderão abrir na segunda-feira. No resto da França, sua abertura depende da autorização dos préfets (representantes do Governo central nas regiões).

Atestado que qualquer um podia imprimir ou baixar no celular, explicando os motivos da saída. Também as pessoas idosas ou vulneráveis poderão deixar seu confinamento, embora o primeiro-ministro tenha lhes recomendado “as regras de prudência mais rigorosas”. O atestado continuará sendo exigido para deslocamentos a distâncias superiores a 100 quilômetros do domicílio, e viagens além desse raio só serão permitidas por motivos profissionais ou de força maior. Também serão mantidas, pelo menos até 15 de junho, as restrições nas fronteiras com os vizinhos europeus. Quanto ao acesso às praias, embora a norma geral proíba, os préfets poderão permitir sua abertura a pedido dos municípios.


FONTE: Brasil Elpais

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