CONFIRA

Falta de insumos médicos pressiona debate


Médico-hospitalares para pacientes infectados, empresas de diferentes setores já começaram a adaptar as fábricas para ajudar na produção dos insumos médicos necessários, como respiradores e máscaras, no combate à covid-19. A adaptação, também chamada de reconversão industrial ou reconversão produtiva, tem sido apontado por diversos economistas como um das possíveis estratégias para enfrentar a pandemia e diminuir a dependência da China, sobrecarregada pela demanda global, já que hoje o país asiático é o maior fornecedor de máscara de proteção e aparelhos para Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Esforços para reduzir o efeito da crise do coronavírus no Brasil. A Chevrolet, por exemplo, se propôs a consertar os respiradores que não estão funcionando no país, unindo mão-de-obra e equipamentos disponíveis nas fábricas da GM. Já a Ford anunciou que iria produzir inicialmente em suas fábricas em Camaçari (BA) e Pacheco (Argentina) 50.000 máscaras de proteção facial feitas com acetato. A marca também irá consertar respiradores.

Mercedes- Benz está desenvolvendo um protótipo de respirador utilizando como matéria-prima peças da indústria automotiva. O produto ainda está em fase de testes, mas Ricardo Bocciardi, diretor de planejamento e engenharia de manufatura da Mercedes-Benz. A previsão é que a produção dos respiradores começasse na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A montadora também já começou a impressão em 3D de máscaras de proteção facial em suas instalações. “O conceito do respirador foi desenvolvido no laboratório e foi reproduzido dentro da empresa com recursos fabris. Alguns materiais foram alterados, para que a gente atinja uma escala com baixo custo. Em paralelo, estão sendo feitos testes para homologação da Anvisa e demais órgãos componentes”, explica Bocciardi. Grande parte do projeto foi arquitetado com funcionários trabalhando em home office, mas um grupo pequeno precisará ir para a fábrica colocar a mão na massa, seguindo todas as normas de segurança em tempos de coronavírus.

Grande da Serra para mapear o volume de equipamentos que a região necessita. “Será um projeto aberto, disponibilizado para que outras empresas possam fazer em outras regiões do país. A iniciativa não se resume a nós. Outras montadoras já expressaram interesse”, explica o diretor de planejamento. Todos os respiradores serão doados a órgãos governamentais. “Esperamos vencer todas as etapas necessárias para o uso desse aparelho, o quanto antes. Esse respirador não é para usar em UTI, é para ser usado em semi intensivas ou transporte de pacientes.É um respirador intermediário.

Para dar conta do aumento da oferta nacional do produto, a fabricante teve que recorrer à ajuda de um grupo de empresas de diferentes setores, lideradas pela Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer. Cada uma colaborando de uma maneira para que tamanha produção possa ser viabilizada em um curto espaço de tempo. A empresa de aviação, por exemplo, utilizou a expertise em usinagem complexa para fabricar até o fim de abril, com o auxílio de oito empresas do setor aeronáutico, 5.000 componentes que serão utilizados na montagem dos respiradores.

Papéis para embalagens, ficará responsável pela gestão de compras e importação dos componentes para a montagem dos ventiladores, além de fornecer todas as embalagens necessárias para o transporte dos aparelhos até os hospitais de destino.É preciso unir forças para combater a disseminação do coronavírus. O momento é sensível e exige diretrizes intensas que valorizem a vida”, afirma o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira.


FONTE: Brasil Elpais

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