CONFIRA

Em cada três pessoas infectadas pelo coronavírus


infectadas pelo coronavírus

Quase 70.000 participantes, divulgados nesta semana. O relatório preliminar apresentado mostra ainda que 90% dos contágios ocorridos na Espanha não foram detectados pelo sistema sanitário, e aponta que uma em cada três pessoas infectadas não apresentou sintomas (assintomáticos). A estatística oficial tem, até esta sexta, 230.183 positivos contabilizados pelo PCR o método mais confiável, que detecta a infecção ativa mas, segundo os dados preliminares, mais de dois milhões de pessoas tiveram o vírus, muitas delas sem nem perceberem. “Os 5% equivalem a 2.350.000 casos. Se houve 27.100 mortes [até a quarta], isto quer dizer que a letalidade está entre 1% e 1,2%”, calcula Jesús Molina Cabrillana, epidemiologista da Sociedade Espanhola de Medicina Preventiva, Saúde Pública e Higiene (Sempsph).

Entre 4% e 5% de prevalência, muito longe da percentagem que conferiria imunidade coletiva (ou de rebanho) à população, que os especialistas situam em um mínimo de 60%. Segundo os epidemiologistas consultados, será preciso continuar mantendo medidas de distanciamento interpessoal até que haja uma vacina.

Marina Pollán. Entre os menores de um ano, os anticorpos apareciam em 1,1% da amostra; entre 1 a 4 anos, em 2,2%; e entre 5 a 9 anos, em 3%. Isso significa que esses percentuais de crianças estiveram em contato com o vírus, e a conclusão, segundo Joan Ramon Villalbí, membro da junta diretora da Sociedade Espanhola de Saúde Pública (Sespas), é que ou as crianças não foram tão afetadas pela doença como os adultos ou não geraram reação de anticorpos. Não há grandes diferenças por sexos nem por faixas etárias em adultos.

6,4% de prevalência. As cifras mostram uma grande variabilidade geográfica, com províncias que apresentam uma prevalência sete vezes maior que outras. Soria (centro-norte da Espanha) é a que tem maior percentagem de pessoas que passaram pela doença, 14,2%. Em Madri, a prevalência é de 11,3%. Estes dados correspondem à percentagem de pessoas com anticorpos IgG, os que demoram mais a aparecer e indicam que essa pessoa esteve em contato com o vírus, mas já não há infecção ativa (o teste detecta também anticorpos IgM, que são os primeiros a serem produzidos pelo organismo em resposta ao vírus, a partir do sexto ou sétimo dia depois do início dos sintomas).

ldefonso Hernández, catedrático de Saúde Pública da Universidade Miguel Hernández, de Alicante (leste da Espanha), depende da R0, ou taxa de reprodução básica, e como esta varia segundo as medidas adotadas. “A partir de 60% mais ou menos, iria bastante bem para manter transmissões baixas. Mas é preciso sermos precavidos a respeito, porque ainda nos faltam coisas por saber sobre o SARS-CoV-2”, acrescenta.

Doença sem notar, segundo os dados do relatório preliminar. A diretora do Centro Nacional de Epidemiologia a acrescentou que 8% das pessoas que geraram anticorpos tiveram entre três e quatro sintomas; 14,7% apresentaram mais de cinco sintomas e, “o mais surpreendente”, 43% tiveram perda súbita do olfato (anosmia).

Distribuindo a amostra conforme faixa etária, sexo e localização geográfica. Ao todo, 90.000 pessoas foram convidadas a participar voluntariamente. Na primeira fase, passaram por um primeiro exame rápido de anticorpos (com uma espetada em um dedo), e por um segundo teste sorológico de anticorpos (imunoensaio), para o qual os profissionais tinham que colher amostras de sangue, como para exames de rotina. Até 28 laboratórios de microbiologia analisaram esta segunda amostra de forma homogênea e usando a mesma técnica. Os resultados divulgados pelo Governo nesta quarta correspondem apenas aos testes rápidos, já que nem todas as provas de laboratório foram analisadas. Quanto à fiabilidade, a comparação entre ambos os métodos mostrou que os resultados coincidiam em 97,3%.


FONTE: Brasil Elpais

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