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UE propõe aos bancos que parem de pagar


Também para que os bancos possam continuar emprestando durante a crise provocada pela pandemia. Entretanto, os 27 países do grupo se uniram nesta quinta-feira ao apelo às entidades financeiras para que deixem de pagar dividendos aos seus acionistas durante este período. Em uma declaração adotada no Conselho de ministros de Finanças, os sócios da UE pedem a seus bancos que destinem esse dinheiro a outras “necessidades urgentes”.

Suspensão de fato, para poder fazer frente à maior contração do PIB já registrada desde a fundação do projeto europeu. Faltando duas semanas para que os países comecem a publicar os dados do PIB do primeiro trimestre, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma queda de 7,5% para 2020 e a uma ascensão da dívida pública que será possível pela ativação da cláusula geral de suspensão do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Concretamente, o órgão supervisor flexibilizará temporariamente a classificação dos empréstimos potencialmente morosos se forem respaldados por avais públicos. Os ministros de Finanças da UE, que mantiveram uma reunião por videoconferência, aplaudiram as decisões adotadas pelas instituições comunitárias num momento em que é “crucial” que os bancos “continuem financiando famílias e empresas”. Não só respaldaram as medidas do BCE como também de outras entidades encarregadas da supervisão do setor financeiro.

UE consideram que este esforço deve ser acompanhado por ações dos bancos para destinar o máximo possível a empréstimos. Por isso, uniram-se ao BCE ao solicitar que “todos os bancos que ainda não tiverem decidido fazê-lo” se “abstenham” de distribuir dividendos a acionistas durante este período.

Assim como os lucros disponíveis, deve ser direcionado para dar crédito ou atender outras necessidades urgentes que decorram da atual crise, para assegurar que seus clientes possam manter sua atividade econômica. “Convidamos o setor bancário a apoiar os lares e empresas afetados pelo surto de Covid-19, com o objetivo de garantir a continuidade da atividade”, diz o texto.

Setor público possa entrar no capital de companhias em dificuldades. Os Governos já receberam um rascunho da comunicação a ser apresentada pela Comissão Europeia. O documento, ao qual este jornal teve acesso, estipula que esses resgates só poderão ocorrer se a empresa incorrer em graves dificuldades “sem a intervenção do Estado”. Ou seja, essa participação pública seria apenas como último recurso.

Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia, estabelece que os Estados receberão uma “remuneração” apropriada pelo investimento. E quanto mais próxima esta for das condições do mercado, menores serão as distorções causadas pela intervenção.



FONTE: Brasil Elpais

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