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EUA solicitou seguro desemprego de março


Seguro-desemprego na semana passada nos Estados Unidos. Ao todo, quase 26 milhões de pessoas, ou uma em cada seis empregados do país (excluindo autônomos), deram entrada no pedido nas últimas cinco semanas, desde que a pandemia do coronavírus obrigou à imposição de medidas de distanciamento social que levaram milhões de empresas a fecharem suas portas em todo o país.

Março é, de longe, a maior desde o início dos registros. Os especialistas preveem uma taxa de desemprego próxima de 20% em abril, quando em fevereiro chegou a um mínimo histórico de 3,5%. Os novos dados, divulgados nesta quinta-feira pela Administração, alimentarão o debate sobre a urgência de revogar as restrições sociais que ajudam a conter a propagação do vírus, mas encaminham a economia a uma recessão, que muitos esperam que seja a maior desde a Grande Depressão da década de 1930.

Quinta um novo pacote de resgate no valor de 484 bilhões de dólares (2,67 trilhões de reais), centrado em ajudar as pequenas empresas e proporcionarem financiamento a hospitais e à realização de exames de diagnóstico da covid-19. A medida já havia sido aprovada no Senado, e o presidente Donald Trump sinalizou que pretendia sancioná-la rapidamente. Com este novo pacote, a ajuda federal desde o começo da pandemia se aproxima dos três trilhões de dólares (16,6 trilhões de reais).

Provavelmente a maior que a da Grande Recessão de 2008, que obrigou a cortes nos serviços essenciais. Governadores e prefeitos de todo o país pediram ajuda a Washington. A Associação Nacional de Governadores solicitou a liberação de meio trilhão de dólares para contrabalançar a queda de arrecadação provocada pela “mais dramática contração da economia norte-americana desde a Segunda Guerra Mundial”. Mas o segundo pacote de resgate, apesar da insistência dos democratas, não inclui nenhuma verba nesse sentido.

Senado, Mitch McConnell, deixou claro que sua bancada não aceitará ajudas federais aos Estados e prefeituras e apresentou uma sugestão polêmica: “Sem dúvida, eu seria favorável a permitir que os Estados declarem falência”, afirmou em entrevista a uma rádio. A equipe de McConnell publicou suas declarações sob o título de “Parem os resgates de Estados azuis”, em referência à cor do Partido Democrata, que governa alguns dos Estados mais golpeados pela pandemia, como Nova York, Califórnia e Illinois.

Estão dizendo: muita gente morreu, 15.000 pessoas morreram em Nova York, mas eram majoritariamente democratas, então por que ajudá-las?” Em sua entrevista coletiva diária, o presidente Trump não quis corroborar as críticas de McConnell, mas apontou que alguns Estados já atravessavam dificuldades financeiras antes da pandemia.

A cifra de óbitos pela covid-19 continua subindo em cerca de 2.000 por dia, mas em alguns dos lugares mais golpeados, como Nova York, as autoridades confiam em que o pior já ficou atrás. Alguns Estados do sul do país começaram a relaxar as medidas de contenção, decisões que o próprio presidente, que não oculta sua impaciência por reabrir a economia, qualificou como prematuras.

Baixa em relação aos 5,2 milhões da semana anterior e, sobretudo, do pico de 6,6 milhões de solicitações na última semana de março. Em muitos Estados se confirmou um decréscimo nos números, mas alguns analistas advertem de um possível recrudescimento nas próximas semanas devido a dois fatores: os empregados despedidos que ainda não puderam solicitar o subsídio por causa do colapso do sistema, e as solicitações de trabalhadores autônomos que agora têm direito a subsídio graças ao pacote de estímulo aprovado no Congresso.



FONTE: Brasil Elpais

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