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Brasil ultrapassa as 1.000 mortes


Marca das 1.000 mortes pelo novo coronavírus nesta sexta-feira (10), mesmo dia em que o mundo ultrapassou os 100.000 óbitos causados pela doença. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o país já registra um total de 19.638 contágios e 1.056 mortes pela Covid-19. Mas, apesar da alta constante dos números, a adesão ao isolamento social, medida apontada por especialistas como a mais eficaz para evitar a disseminação do vírus, tem diminuído em São Paulo, Estado que concentra mais casos no país, com 540 óbitos. É o que aponta uma ferramenta do Governo do Estado, que monitora a movimentação da população com base em informações das operadoras de telefonia. Nesta sexta-feira de Páscoa, dia em que o presidente Jair Bolsonaro também cumprimentou apoiadores em frente a uma farmácia de Brasília, o Governo paulista anunciou que o índice de isolamento social caiu 12,9% na quinta. No feriado, as ruas da capital também estavam mais cheias que o habitual dos últimos dias.

O levantamento referente a sexta-feira do Sistema de Monitoramento Inteligente só devem ser divulgados no sábado. Especialistas que ancoram as decisões da gestão estadual afirmam que é preciso que a medida tenha a adesão de 70% para trazer resultados mais efetivos e achatar a curva epidemiológica. “Se a taxa continuar baixa, o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não será suficiente para atender a população”, diz o Governo, por meio de nota. O dado desta quinta-feira é menor que o registrado na quinta anterior (3 de abril), quando 54% da população estavam em distanciamento social.

Distanciamento social e, inclusive, começar a prender pessoas que descumpram a quarentena a partir de segunda-feira (13). O Estado decretou o fechamento dos comércios a partir do dia 24 de março para tentar restringir a circulação de pessoas. Mas, nesta sexta-feira de feriado, diversas pessoas se aglomeraram na avenida Paulista, seja para protestar contra as medidas, seja para praticar exercícios físicos na ciclovia. O Governo tem feito uma campanha com disparo de mensagens pelo celular para alertar que as pessoas fiquem em casa e evitem aglomeração.

Estão na iminência de entrar em uma fase mais aguda da doença, quando há aceleração descontrolada do contágio. Estes locais têm uma incidência de casos confirmados 50% maior que a média nacional, quando considerada a taxa proporcional ao tamanho de suas populações. No último boletim epidemiológico da pasta, os Estados de Roraima e Santa Catarina foram colocados em posição de alerta, porque a taxa de incidência da Covid-19 já supera a nacional, ainda que não alcance esses 50% a mais que ela.

No documento divulgado nesta sexta-feira pela pasta, apresentam os maiores índices, respectivamente: Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará. Todos eles apresentam a taxa de mortes de Covid-19 por 100.000 habitantes superior ao índice do país. Os números servem de alerta, inclusive para medir a necessidade de resposta do sistema de saúde em cada região, já que o Brasil, por seu tamanho, possui um sistema de saúde assimétrico.

Na ponta, Estados e municípios correm contra o tempo para tentar ampliar suas estruturas de atendimento em especial as UTIs, onde são tratados os casos mais graves. O isolamento social tem sido adotado para que os gestores tenham tempo de reorganizar suas redes e ampliar o número de leitos e equipamentos num contexto de escassez global de insumos. E já há Estados atuando num limite crítico. O Amazonas declarou que cerca de 95% de seus leitos já estão em uso. O Ceará, por sua vez, diz que atua com 85% dos leitos de cuidados intensivos ocupados. As capitais desses dois Estados, Fortaleza e Manaus, receberão auxílio do Governo Federal para conseguir ampliar minimamente suas redes.

20 equipamentos cheguem neste sábado (11) em Manaus. Os dez restantes devem ser enviados também neste sábado a Macapá, cuja velocidade de disseminação chamou a atenção, segundo o secretário executivo do ministério, João Gabbardo. Especialmente as capitais brasileiras estão em uma corrida contra o tempo para ampliar a estrutura e conseguir dar atenção médica aos casos mais graves da doença. A estrutura necessária não é simples. Além de camas e respiradores, é preciso garantir equipamentos de ventilação mecânica e mão de obra qualificada para manejar clinicamente esses pacientes, carências admitidas nos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde em meio à disputa global por insumos.



FONTE: Brasil Elpais

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